quinta-feira, 5 de julho de 2012

O óbvio

        Essa facilidade que o ser humano possui em ser tão adaptável às vezes assusta, não? Mas, “para a nossa alegria”, é muito inspiradora e confortante , assim como uma nota de cem reais encontrada em uma mochila velha, que irá salvar o universitário nos três últimos três dias do mês.
       Nos acostumamos tanto com certas rotinas e pessoas; passamos meses, anos, até décadas, crendo veemente que aquilo que vivenciamos ou simplesmente arquitetamos nos é tão insubstituível e essencial à felicidade, ou que nada no mundo poderia superar algo ou alguém. Mas quão tolos e ingênuos somos! A vida, com toda a sua sutileza e sabedoria, nos faz envergonhar-nos de nossas angústias. Va-ga-ro-sa-mente... Quando pouco se imagina, sem ao menos que se perceba, você descobre que tudo aquilo não faz mais o menor sentido, que o presente e o futuro podem ser muito melhores do que o seu “ex- futuro imagético”, construído egoisticamente baseado em um querer momentâneo, e alheio à realidade, esta que é tão, mas tão bela, depois que a simplesmente percebemos.
       Que bom! Que alívio.... Quando nos damos conta dessa magnífica característica da vida, rapidamente remetemos às sábias palavras de Dona Clarice Lispector, que há tempos já nos avisara, de que “sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas...”, e que, esses “outros” podem ser tão mais deliciosamente belos e fofos do que poderíamos prever ou imaginar. Tudo passar a fazer mais sentido e percebemos então, que não é o Sol que está brilhando mais, mas sim que nossos olhos e mente estão livres! Ah, senhor “Tempo”! Porque não lhe conheci antes.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Uma breve reflexão, démodé e incerta, que amanhã, felizmente, será largamente discordada pela autora

           Após estranhos e surpreendentes acontecimentos, passo a acreditar cada vezes menos em muitos e, mais e mais em poucas (pessoas).
           Passo a acreditar em meus próprios sentimentos, na sinceridade que alimento, sendo exclusivamente por mim conduzida.

          Você é muito de seu sonho, da sua força e do seu interior. Você é aquilo que escolhe, aliado ao que a vida lhe proporciona. E a sua diferenciação do ser humano comum se dá pela maneira com que trilhas e fazes tuas escolhas.

           Você não é estável, é ser humano. É a fragilidade e a vontade em um mesmo corpo, contrariedades que te movem e perturbam. Opções que te acompanham eternamente.
          A Patrícia já mudou muito e, continuará... Que alívio a todos que a rodeiam e a amam.
          O que nos move, além das vontades e desejos, é o querer mudar, o “fazer diferente” de todos os erros que coleciono.
          A expressão: “experiência acumulativa” é muito digna. A perfeição é utopia.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Amizade. À Giliane Perin

Tem muita gente que vem e vai. Gente que vai e que fica. Gente que “impregna” e não “descola”!

                 Poucos os casos em que o sentimento, o carinho e a vivência consolidam a uma amizade perene, forte e indestrutível. Eternidade assusta, mas existe; e tem com ela as lembranças dos melhores momentos, capazes de esquecer automaticamente as mágoas intrínsecas ao ser humano.

                   E realmente, amizade não se mede e, muitas jamais se repetem. Há mais de uma década (11 anos?), sou agraciada pela amizade de alguém muito especial: Giliane Perin, que com uma autenticidade admirável, me proporciona não só o prazer de conversas e companhia contagiante, mas também aquela segurança de que você não estará sozinha jamais, e de que dicas, conselhos, “puxões de orelha” são necessários e te acrescentarão muito em sua vida!


        Te conheci “pirralha e pentelha”, te vi rir e chorar muito. Hoje vejo uma “Pretty Womam” fantástica, que vem trilhando um caminho muito florido, com extrema coragem, garra, vontade e paixão. Profissional admirável. Que Deus lhe conceda muitas décadas de vida, e que essas exaltações de qualidades concentradas nessa única pessoa tão, mas tão especial, continuem iluminado e arrancando sorrisos de que tem a sorte e é agraciado por contigo conviver.
Viva, viva, viva! Toda a felicidade e mais um montão! Fica com Deus. Amo-te.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Vida de repórter multiuso

Resumo de um plantão de final de semana. Foi-se o tempo em que eles serviam  para descanso.

                 A maratona frenética iniciou-se no sábado, logo cedo. Cheguei às oito horas na TV (Sou pontual), uma breve pesquisada no assunto "vacinação/aftosa" e "bora" para Pimenta Bueno, onde acontecia o lançamento oficial da 31ª campanha contra a aftosa. Entrevistas, imagens... Falta algo!Sim, indespensável. Precisamos imagens de gado sendo vacinado, isso já ao meio-dia.
                Informações que nos chegavam: "Ah, quem vacina começa cedinho, uma hora dessas tem mais não", "Ah, hoje não tem".... Somente previsões muito animadoras!
               Eis que surge um momento moreno na repórter loira: vamos à uma agropecuária e, lá sim, acharemos alguém! A essa altura o cinegrafista, também muito confiante, apostou com a repórter em trocar de nome, caso ela conseguisse a tal vacinação.
             "Simbora"! Chegamos. Quase chore para cerca de seis homens que fica mais fácil, tá! Eis que encontro uma alma iluminada que comprometeu-se a vacinar um rebanho no Distrito do Riozinho!
             Bora para a Tv, Dagaberto! (o cinegrafista muda de nome. A repórter consegui o feito!)

             Chega a hora que sua saúde agradece muito: passe muitas horas sem beber água e sem comer. Chegue na sua casa quase duas da tarde: engula o almoço, isso mesmo! Comer com calma é algo estranho e desconhecido, alheio.
              Não tome banho, apenas troque seus 10 centímetros de salto por uma bota confortável e amarre seu cabelo para enfrentar os 40 graus cacoalenses! MaRiA BrEtEirAAAAA! Iráaa!                         Volta ela para a Tv. Prepare alguns textos e vá para a estrada, abra porteiras de propriedade rurais, sente em cima de "bretes" com muito sol quente e veja peões lidarem com bois!
             Sim, a repórter loira encarnou a malabarista e andou em cima de bretes altos, de madeira e com espessura de não mais que 15 centímetros! Uma Cowgirl!
            Volte para à tv, porque já são cinco horas e você marcou salão, já está atrasada. Corra!

           Chegue em sua casa e jamais pense em descansar, apressa-te! Já está atrasada. Ela que não fez a unha e ainda nem lavou o cabelo, tem menos de duas horas para estar vestida e arrumada adequadamente para ir a entrega de um prêmio, que por sinal é um dos mais "chiques" e elegantes do Estado.
           Chegue ao local, espere sentada, com muita postura por cerca de três horas até que o evento comece.
           Abstenha as hipocrisias: entrevistar seu chefe não tem preço! Ver a dupla "Gian e Giovane" morrendo de sono e falar para você da "satisfação imensa" que é se apresentar em Rondônia também não. Chegue em sua casa quase três da manhã. Sua sorte é que você bebeu uns drinks legais e dormirá feliz!

           Acorde com vontade de dormir mais e mais... Almoce e descanse, porque às 15h00min você terá que trabalhar. Novidade. Novamente em Pimenta Bueno! Verás um "jogaço" entre o Ji-Paraná e o Pimentense. Jogos da segunda divisão do Rondoniense...Habilidade pura. Já conhecida pela arbitragem, a repórter nada "para frente", opta em assistir ao jogo na arquibancada destinada aos dois reservas do time do Pimenta. Creio que eu era a única mulher entre os cerca de cinquenta homens presentes no estádio. Emoção pura...
           Imagine como foi gravar uma passagem durante o intervalo do jogo com torcedores lhe chamando de Glenda Kozlowsk e gritando admirados: "Ela entende de futebol!" Coitados... eu engano legal! Sobram-me os imensos risos.
            Resultado jogo: Jipa: seis, Pimentense: um. Volte a sua amada cidade. Faça um lanchinho rápido preparado por sua linda mãe e gradeça por ela existir em sua vida. Elas são as melhores, relevam todo seu mau humor e estresse sorrindo, com bondade e paciência jamais vista.

         Volte à Tv. Sim, você chega lá sozinha, automaticamente, seu cérebro já gravou o caminho.            Escreva e grave todos os textos e deixe suas matérias prontas! Saia de lá quase meia-noite.
Durma, porque amanhã é segunda.
Estranhe-se muito por gostar dessa vida que escolheu.

domingo, 9 de outubro de 2011

“TRIP”, cadê você?

            Relatos da inevitável saga: cruzar o picadão traçado por Rondon, de Porto Velho a Cacoal, no balanço do “Amazon Bus”. Pelo menos é possível descobrir muitas peculiaridades nessas viagens. Praticamente um estudo cultural.

            Sim a “piriguete” é uma heroína.

            Não há dúvidas, só elas são capazes de suportar os temerosos 17 graus do ônibus vestindo um micro short e piercing à mostra. Tudo isso com um sorriso estampado de orelha a orelha. Até pensei em oferecer um pedaço de meu cobertor a ela, mas logo percebi que não era o caso: elas realmente não sentem frio. É uma questão de personalidade.
           Pergunto-me se a pele humana é de mesma composição para todos. Eu vestia um casaco, calça, sapato fechado e ainda aquecida por uma coberta, bem grossa, claro. A “Piri” não... nada! Isso me intrigou e impressionou profundamente por muitos quilômetros.
          A cada sinal de torre, o celular dela tocava. Ao som “Michel Teló” entoando “... Nossa, assim você mata... Ai se eu te pego! DELÍCIA”, a moça, com voz sexy e sorriso estampado, dizia: “Oi”. Mas não pense que se tratava de um oi comum, havia uma "performance" toda especial, era prolongado, coberto de malícias e quintas intenções. Cheguei a real conclusão de que esse tipo de garota merece minha admiração. Nem “macho” suportava tamanho frio. Pontinhos para as piris desse Brasil.
           Mas isso é só um mero detalhe, o emocionante é ver uma válvula do busão escapar em meio ao nada, e você com pressa, com a louca vontade de chegar em casa.... Esperar na beira da BR- 364 faz parte. De tempero: passageiros gritando, bebês chorando... Outros comendo aqueles salgadinhos fedidos, que embrulham o estômago...
           É, dizem que a TRIP linhas aéreas está prestes a se instalar em Cacoal, tomara mesmo. Só temos que torcer para ela não abusar no preço das passagens, monopólio sempre é perigoso. Na torcida e curtindo o alívio de chegar em casa depois de dois finais de semana seguidos fazendo este percurso, grito e digo: chega! Amo minha casa.

domingo, 4 de setembro de 2011

Eu tenho um plano: agora fiz um pacto

            Olá, pessoa capaz de causar estranhas sensações e passível de gostosos gostares...
            O tempo não modificou isso. A você, que surgiu do nada e arrancou sorrisos que deixam saudades.

             Somos jovens e donas de nossa história, fato. Hoje à noite eu sou novamente a pessoa mais feliz desse mundo, amanhã talvez não mais. E você? Você sempre entende isso. Nem pensar em explicar é necessário. Cacoal abriga a garota que nesse exato momento ouve Jack Johson e quer casar com ele, de tão "fofa" que a música lhe soa... Ah, você sabe como é... Nosso estado de espírito é perigosamente regulador em tudo!
             E só porque vamos ao chão e levantamos com um sorriso maior ainda... E também porque sofremos sem medo de nos arrepender. E por quê? Porque a vida é bela e única! Sabemos muitíssimo bem disso, como ninguém. Por isso e porque te gosto, eu tenho planos...
Ah, e dentre os “porquês”, o porquê de que o “Hakuna Matata” é nosso! Lógico.
           E porque quando estou demasiadamente feliz como agora eu lembro ainda mais de quem gosto e quero bem.

         Para a mãe do Matheus, minha querida Dai: a você escrevo uma ata, assine embaixo!

         Aos quatro dias do mês de setembro de 2011, nas dependências da casa de meus pais, sela-se a viagem mais fantástica sem rumo definido. Sabendo-se apenas de que a América do Sul é minúscula e nossa vontade é enorme! Dezembro de 2012 é o momento perfeito. Vivamos feliz, lindas e focadas nisso até lá.
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Cumpra-se.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um desejo, uma vontade...

                    Submergida em silêncio e lembranças, coberta de melancolia e cansaço. Como um “start”, veio-me a súbita vontade de ser criança. De ter a inocência como amparo às chateações, maldades e tristezas. Recordo-me com sorriso estrambólico de minha infância maravilhosa; de quando acreditava que todas as pessoas eram boas e só os bandidos poderiam nos fazer mal.
                  De quando não me prendia a computador nem celular e só assistia ao desenho “Ursinhos carinhosos”. De quando quase morria duas ou três vezes ao dia, brincando em árvores, rios, montes de soja, serragens e singularidades que somente as casas de meus avós no interior do Rio Grande do Sul possuíam.
              De quando a responsabilidade sobre a vida não é o fator determinante para seu estado de humor e, a única coisa que parecia abalar-me era a dor de barriga que “ já já passa” com o remedinho da mamãe. De quando se pensava que amores são só

e somente alegrias sem fim, de que nosso destino está pronto e seremos felizes de qualquer forma, sem procurar ou nos abalarmos por isso... Oh, saudades!